Mercado de carbono
(28/04/2008)

Especula-se sobre o futuro do mercado mundial de carbono depois de um novo
acordo climático global que substituirá o Protocolo de Kyoto. Mas especialistas
concordam que, com o atual volume de negócios, este comércio irá continuar para
além de 2012. ?Não há como parar isso?, disse ontem o presidente da MGM
Internacional, Marco Monroy, durante a abertura do Carbon Market Americas,
segundo notícia veiculada pelo portal Remade com base em dados da Carbono
Brasil. ?É preciso prestar atenção no que acontece nos Estados Unidos, pois o
país provavelmente será um grande comprador de créditos de carbono?, lembrou. O
chefe do departamento de projetos especiais da BM&F, Guilherme Fagundes, apontou
algumas condições chaves para o desenvolvimento do mercado de carbono, começando
pela promoção de uma plena interligação entre os diversos mercados. Para ele, a
justificativa política é importante para mostrar que o mercado está por trás de
um problema real, que é a questão climática. Segundo Fagundes, ainda é preciso
melhorar a transparência, tanto na divulgação de dados das empresas, como
emissões totais de gases do efeito estufa, quanto das próprias negociações de
créditos de carbono. A regulamentação também tem papel de destaque no
fortalecimento deste mercado. Para o chefe de agronegócios da Finep, Fabrício
Brollo, o maior ?gargalo? no mercado brasileiro é a negociação de Redução
Certificada de Emissões (RCEs). ?Acreditamos que tem mais espaço para crescer na
oferta e demanda de RCEs.? Brollo também acredita que é necessário ampliar a
divulgação do que é o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. ?É preciso simplificar
a linguagem e tornar acessível principalmente às empresas de pequeno e médio
porte.? Madeira, especialmente a tratada, é material construtivo de múltiplas
aplicações capaz de criar grandes e duráveis estoques ativos de carbono. Por
isso mesmo também é grande seu potencial como parte relevante das soluções na
dinâmica do mercado de carbono.
Fonte: Informativo ABPM |